Consequências do veganismo na infância

Entenda as consequências do veganismo na infância

Entenda as consequências do veganismo na infância

 

O veganismo é um movimento que não para de crescer. Buscando diminuir a exploração animal, os veganos, no quesito alimentação, não consomem nenhum tipo carne, ovo, leite e derivados, gelatina, certos corantes e mel. Se veio de um animal, não faz parte da dieta vegana. Mas e quando são crianças? Quais seriam as consequências do veganismo na infância? Será que é uma escolha saudável ou arriscada?

Vira e mexe, aparece alguma notícia dizendo que pais veganos levaram seu filho à desnutrição. É bem comum que isso aconteça fora do país, como nos Estados Unidos. Mas antes de seguirmos com o post, é importante esclarecer que isto está relacionado à negligência dos adultos, não ao veganismo em si.

Por um momento, esqueça os mitos das proteínas e visão deturpada que muitos têm sobre o veganismo. Vamos conversar abertamente sobre as reais consequências do veganismo na infância, sejam elas positivas ou negativas, sem nenhum juízo de valor.

Veganismo não é contra o aleitamento materno

Ao contrário do que muitos pensam, o veganismo não “proíbe” o aleitamento materno, pelo contrário. A ideia é que cada bebê se alimente do leite de sua mãe, então, o bezerro do leite da vaca e o humano do leite materno.

Na impossibilidade do aleitamento materno, o bebê não vai passar fome. Existem alternativa como fórmulas à base de soja e, se for necessário uma fórmula comum, feita a partir do leite de vaca, o veganismo também não é contra.

Isso porque o movimento visa diminuir a exploração animal na medida do possível e praticável. Remédios e vacinas, por exemplo, são testados em animais e levam ingredientes de origem animal em sua composição. Como não existe um alternativa, os veganos não deixam de tomar um remédio receitado pelo médico ou as vacinas durante a vida.

Consequências do veganismo na infância - deficiência nutricional

Não é uma escolha radical

Crianças cujos pais comem carne crescem com esse alimento em sua rotina. Por que, então, quando vemos uma criança vegana achamos que ela está sofrendo? A criança segue a rotina da família e se os pais são veganos, logo, ela também será. Se ela não conhece o sabor da carne, não vai querer comer. 

Note que comer alimentos de origem animal não torna nenhuma criança saudável. Assim como veganismo não é sinônimo de saúde. O pequeno pode tomar leite, comer ovos e carnes, mas se encher de industrializados, salgadinhos e produtos com excesso de açúcar e sódio.

Se uma criança vai ser saudável ou não, independe do estilo de vida que a família segue, mas, sim, do que eles colocam no prato. Lembre-se que também existem muitos industrializados veganos. Então, no fim do dia, o que importa são as escolhas alimentares da família como um todo, não a exclusão de um grupo alimentar.

Posicionamento dos órgãos oficiais

A Academy of Nutrition and Dietetics, a American Dietetic Association e a Dietitians of Canada reconhecem que a alimentação vegetariana como adequada em todas as fases da vida. E isso inclui a infância.

No Brasil, em novo guia oficial, Ministério da Saúde também reconhece alimentação vegana como saudável para crianças abaixo dos 2 anos. Já a Sociedade Brasileira de Pediatria tem um posicionamento mais firme, dizendo que é possível seguir uma dieta vegana na infância, mas que existem riscos a serem observados com cautela. 

Possíveis consequências do veganismo na infância

Aqui, temos dois cenários. Diante de uma dieta bem planejada e orientada, crianças veganas crescem como qualquer outra, com hábitos alimentares mais saudáveis, além menor risco de desenvolver obesidade e doenças crônicas. Afinal, sua alimentação é abundante em alimentos naturais, como frutas, verduras e legumes.

Agora, diante de uma dieta mal planejada, essa criança pode apresentar algumas deficiência nutricionais, principalmente em relação ao ferro, cálcio, proteínas, vitamina B12 e vitamina D. Assim como uma criança com uma dieta onívora desequilibrada.

A Sociedade Brasileira de Pediatria tem um documento com orientações para o veganismo na infância e adolescência, onde fala sobre os principais riscos e substituições. Com outra abordagem mais tranquila, temos o guia da Sociedade Vegetariana Brasileira para crianças até 2 anos, que trata dos mesmos temas e ainda disponibiliza um cardápio de modelo.

Consequências do veganismo na infância

Principais nutrientes para ficar de olho em uma dieta vegana 

O único nutriente que deve ser suplementado, pela falta de fontes vegetais, é a vitamina B12, que encontramos apenas em alimentos de origem animal. No entanto, é bem comum que onívoros tenham deficiência dessa vitamina e não saibam, já que não é um exame comum de ser feito.

Na infância, a suplementação de ferro também se faz necessária para todas as crianças a partir dos seis meses, estejam elas em uma dieta vegana ou não. Essa estratégia faz parte do Programa Nacional de Suplementação de Ferro do Ministério da Saúde, que visa diminuir a incidência de anemia ferropriva nos pequenos.

Em relação à vitamina D, tanto a Sociedade Brasileira de Pediatria quanto a Academia Americana de Pediatria recomendam a suplementação, principalmente em cidades como São Paulo, onde a exposição solar é rara. 

Lembrando que estamos falando de bebês nascidos a termo e saudáveis. Para prematuros, as recomendações são outras. Converse sempre com seu pediatra!

Dicas para crianças veganas

Nossa principal dica é procurar um nutricionista. Não só se sua família for vegana, mas também os onívoros que querem garantir uma introdução alimentar tranquila e uma dieta saudável para seus filhos.

No caso da dieta vegana, a orientação nutricional é essencial para encontrar as melhores alternativas aos alimentos de origem animal. Com bastante informação, é mais do que possível montar uma dieta vegana completa para as crianças e evitar as temidas consequências do veganismo na infância.

Então, ao invés da carne, o bebê comerá mais leguminosas e cereais. Ao invés do leite, incluirá alimentos como tofu, leite vegetal fortificado, vegetais verdes-escuro, gergelim, etc. Para aumentar a absorção de ferro, terá de sobremesa uma frutinha cítrica. A linhaça triturada vai nas panquecas para aumentar a ingestão de ômega-3 e por aí vai.

Não existem más consequências do veganismo na infância, desde que os pais cuidem da alimentação da criança e ela seja baseada em produtos naturais. Bebês veganos correm os mesmos riscos de bebês onívoros. Mas como o veganismo não é algo que estamos acostumados, é comum que haja esse receio.

Você, papai e mamãe veganos, te convidamos a conhecer nosso consultório e bater um papo sobre alimentação vegana infantil. Se algum profissional algum dia desencorajou vocês, falando que as consequências do veganismo na infância são ruins, desconsidere esse discurso. O que vocês precisam é de um profissional preparado e atualizado. Vamos conversar e planejar, juntos, a alimentação do seu bebê?

2 comentários em “Entenda as consequências do veganismo na infância”

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